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Publicado em 27/10/2016

3 dicas de como reduzir acidentes de trabalho


Atualizado em 12/06/2019. Incluímos mais 4 dicas!

Reduzir acidentes de trabalho é de suma importância para colaboradores e empresas conseguirem manter um ambiente de trabalho saudável e produtivo. Aliás, o número desses casos deu um enorme salto nos últimos dez anos.

Segundo estatísticas do mais novo Anuário de Saúde do Trabalhador, elaborado pelo Dieese, o aumento foi de 43%. Essa alta é reflexo da falta de políticas e ações preventivas nas empresas. Para se ter uma ideia, anualmente, são gastos cerca de R$10 bilhões no Brasil com esse tipo de problema, conforme divulgado pelo Senado Federal.

Por isso, é fundamental que a segurança do trabalho seja parte da cultura organizacional de uma instituição, compartilhada por todos os funcionários e fiscalizada pelo setor responsável de segurança. Neste post, apresentaremos dicas imprescindíveis de como evitar acidentes dentro de uma empresa. Confira agora!

1. Promova a segurança como parte da cultura organizacional

A primeira coisa a ser levada em consideração é a cultura da organização. Afinal, de nada adianta desenvolver políticas e comprar dezenas de equipamentos de segurança se isso realmente não for prioridade em uma companhia. Essa cultura representa o conjunto dos hábitos e crenças compartilhados pelos funcionários, e todos eles devem seguir as mesmas orientações.

Inclusive, desenvolver internamente a cultura de que os equipamentos de segurança são realmente indispensáveis para todo e qualquer colaborador é o primeiro e mais importante passo a ser dado. Para isso, mostre a importância dos equipamentos. Desse modo, a cultura de segurança no trabalho será, aos poucos, delineada.

2. Desenvolva políticas internas de segurança eficientes

Outro fator que ajuda a reduzir acidentes de trabalho são as políticas internas. Essas diretrizes servem como um guia para todo o quadro de funcionários da empresa, apontando o que é certo ou não acerca do assunto.

O mais indicado é que se desenvolva um pequeno manual interno, que pontue os maiores riscos, ilustre os equipamentos necessários, as ações preventivas e as regras de segurança e que aponte as penalidades no caso de descumprimento das normas. Também é extremamente importante fazer com que a equipe se sinta familiarizada com o manual.

Em uma reunião, faça uma apresentação dos principais pontos desse documento e entregue uma cópia para cada participante. Um guia também deve ser utilizado na integração de novos funcionários à empresa, para que iniciem suas atividades cientes da política de segurança. Dessa maneira, ninguém pode dizer que não conhecia o manual.

3. Disponibilize os equipamentos de segurança adequados

É obrigatório oferecer a todos os empregados os equipamentos individuais (EPIs) de segurança para reduzir o risco de acidentes no local de trabalho. Aliás, existem diversos itens para isso. Confira alguns tipos de EPIs:

  • filtro e máscaras;

  • botas e sapatos;

  • viseiras e óculos;

  • capacetes;

  • cinturões e cintos de segurança;

  • protetores auriculares e abafadores de ruídos;

  • mangotes e luvas.

Uma coisa é certa: não há bem mais precioso do que a vida. Assim, é indispensável garantir a integridade física dos colaboradores. Além do mais, os investimentos com equipamentos de segurança são ínfimos se comparados aos prejuízos gerados pelo descumprimento das normas reguladoras (NRs).

4. Ofereça um bom treinamento de segurança

Também é fundamental que as empresas proporcionem treinamentos de segurança para seus trabalhadores. Assim, é assegurado que todos os fatores de prevenção para garantir um ambiente saudável de trabalho estão sendo respeitados. Isso evita acidentes que podem levar a uma incapacitação profissional.

Esse treinamento precisa ter informações claras e objetivas sobre como usar equipamentos de segurança individual (EPIs) e coletivos (EPCs, ferramentas e máquinas de trabalho). Também deve mostrar como usar os kits de primeiros socorros e qual a maneira correta de agir em casos de situações emergenciais. Ele deve ser específico e estar de acordo com a função exercida.

O treinamento precisa ser iniciado antes mesmo dos funcionários começarem suas funções. Além disso, deve ser estender ao longo do período em que o trabalhador pertencer ao quadro de funcionários da empresa.

Ademais, é necessária uma atualização constante dos métodos de segurança sempre que ocorrer uma mudança de função ou a aquisição de uma máquina nova ou de um novo instrumento de trabalho.

5. Mapeie os riscos para adotar estratégias de prevenção

Toda empresa tem a obrigação de divulgar os riscos inerentes às funções exercidas pelos funcionários a partir de uma análise prévia. Para isso, deve organizar palestras, treinamentos ou fornecer sinalizações (placas, por exemplo) nas áreas onde existem os maiores riscos.

Também é preciso divulgar material explicativo. A empresa ainda pode elaborar um mapa de risco, com o objetivo de expor didaticamente todos os fatores de perigo.

Um ponto a ser lembrado são as normas regulamentadoras (NRs). Elas são regulamentações e orientações sobre vários procedimentos obrigatórios que têm ligação direta com a segurança e a saúde do trabalhador. Essas normas devem ser cumpridas por todas as empresas, privadas ou públicas, desde que as relações trabalhistas sejam regidas pela CLT.

6. Fiscalize os colaboradores para reduzir acidentes de trabalho

É essencial que a fiscalização esteja sempre em dia, a fim de que seja possível avaliar se os colaboradores estão cumprindo integralmente as normas de segurança para as quais foram treinados. Por isso, é primordial acompanhar o comportamento dos funcionários ao longo das suas funções.

Em caso de descumprimento dos cuidados necessários, pode-se aplicar punições e advertências nos colaboradores. Confira alguns programas de segurança para a melhor fiscalização:

  • PPRA: programa de prevenção de riscos ambientais. Objetivo: proteção do trabalhador em seu “ambiente” de trabalho;

  • PCMSO: programa de controle médico de saúde ocupacional. Função: garantir o mapeamento, a prevenção e o diagnóstico dos danos à saúde dos funcionários;

  • PCMAT: programa de condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção. Finalidade: definir medidas preventivas de segurança no meio ambiente de trabalho na indústria de construção.

7. Conscientize os funcionários sobre o uso correto dos EPIs

EPIs são equipamentos de proteção individual de suma importância para garantir a segurança do trabalhador. Os funcionários devem ser constantemente conscientizados sobre a utilização desses equipamentos por meio de palestras ou pela conscientização individual. Também deve ser ressaltado o seu caráter preventivo contra riscos à integridade física dos funcionários.

Da mesma forma, é preciso fiscalizar se os colaboradores estão fazendo o uso correto e de acordo com o treinamento que receberam. Os tipos de EPIs são determinados de acordo com a atividade exercida pelo trabalhador. A empresa deve prover esses equipamentos e mantê-los sempre à disposição dos seus empregados.

Diante de tudo o que apresentamos, ficou óbvio que a segurança como medida preventiva, realizada por meio de treinamentos, conscientização e fiscalização, é um fator indispensável para reduzir acidentes de trabalho. Além disso, ela estabelece um ambiente mais seguro e, consequentemente, mais produtivo tanto para os trabalhadores quanto para as empresas.

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