Imagem: Logo Volk do Brasil
Banner: Baixe grátis o Guia de Luvas de Segurança - Aprofunde seu conhecimento sobre o vasto mundo das luvas de segurança. Banner: Baixe grátis o Guia de Luvas de Segurança - Aprofunde seu conhecimento sobre o vasto mundo das luvas de segurança.
Publicado em 04/07/2016

Descarte de EPIs


Fundamentais para diversas atividades, os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) precisam sempre estar presentes no dia a dia dos profissionais que exercem profissões com algum risco. Porém, fazer o correto descarte desse material, após uso ou avaria, também requer cuidados específicos.

De acordo com a Lei Federal nº 12.305, de 02/08/2010, todas as empresas geradoras de resíduos sólidos devem implementar o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), que orienta os usuários sobre qual é a destinação de resíduos químicos ou sólidos provenientes de processos industriais que necessitam ser descartados após o uso.

Para determinar corretamente o tipo de descarte do EPI, o equipamento deve ser incluído no Laudo de Caracterização (NBR 10.004/2004 — Resíduos sólidos — Classificação) expedido por laboratório habilitado que, então, definirá a qual classe ele pertence e, consequentemente, qual a forma correta de realizar o descarte de EPIs.

Saiba mais, no conteúdo que preparamos sobre o tema:

As classes de enquadramento

Resíduos Classe I: Perigosos — Coprocessamento ou incineração

Exemplo: envio do contaminante para uma cimenteira para ser utilizado como combustível.

Esse é o tipo de EPI que sofre contaminação durante o uso, como aquele submetido ao contato direto com produtos químicos e tóxicos.

Nesses casos, como é impossível promover a higienização, torna-se necessário segregar o EPI, conforme definido no PGRS da empresa. Ele se classifica como Resíduos de Classe I, recebendo destinação específica.

Resíduos Classe II: Não Perigosos — Normalmente enviados para aterros

Esse é o caso em que não há produtos químicos agressivos. O EPI que não sofre nenhum tipo de contaminação, mas que esteja impróprio para o uso, deve ser armazenado como lixo comum e descartado como lixo doméstico, ou separado de acordo com o seu material, para ser encaminhado para a reciclagem.

Nesse caso, vale citar a necessidade da destruição completa do EPI, a fim de evitar reuso por parte dos coletores.

Mas quais são as melhores práticas, tendo em vista os diferentes tipos de materiais que são fabricados os EPI’s ou, ainda, levando-se em consideração os processos para os quais foram utilizados dentro da empresa?

As possibilidades de descarte de EPIs

Incineração

A incineração é o processo por meio do qual os resíduos são descartados com a combustão — método de degradação térmica de materiais residuais. O procedimento de incineração é realizado utilizando-se a combustão controlada, que desgasta termicamente substancias e materiais residuais.

Os dispositivos utilizados no procedimento de incineração promovem o fornecimento de oxigênio e de turbulência, ao mesmo tempo em que regulam o tempo de residência e a temperatura adequada. 

Eles devem ser projetados com mecanismos de controle de poluição, visando a remoção dos produtos da combustão incompleta e das emissões de particulados — como o monóxido de enxofre e o monóxido de nitrogênio.

Após a incineração, é preciso que os resíduos sólidos (cinzas) sejam dispostos na natureza de maneira correta. Mesmo após a queima de alguns resíduos orgânicos, componentes tóxicos — como os metais — podem aumentar nas cinzas. Isso demanda a realização de procedimentos de estabilização ou inertização, para realizar o descarte de forma correta, evitando a liberação de metais pesados na natureza.

É preciso analisar a estrutura e composição das cinzas, de modo a identificar a melhor forma de retorno para a natureza. Normalmente, são usados aterros industriais para o seu processamento. Nesse processo, é preciso avaliar:

  • as emissões atmosféricas;
  • a temperatura;
  • o tempo;
  • a oxigenação;
  • a composição das cinzas.

Exigência da incineração

O procedimento de incineração costuma ser exigido para o descarte de EPIs integrantes da Classe I de resíduos sólidos; aqueles resíduos perigosos, que podem trazer danos à saúde ou à segurança das pessoas e do meio ambiente.

Em geral, quando os equipamentos de proteção individual são utilizados no manuseio de materiais químicos ou radioativos, eles desenvolvem o chamado risco agregado. Isso decorre do fato de que, inicialmente, os EPIs não apresentarem potencial nocivo. Contudo, ao interagirem com determinados ambientes ou substâncias nocivas, agregaram contaminantes, que podem trazer prejuízos para a saúde ou segurança do homem ou da biota.

Coprocessamento

O coprocessamento é o procedimento por meio do qual os resíduos sólidos podem ser reaproveitados para a fabricação de novos materiais, como o cimento.

Os resíduos são usados como substitutos parciais de combustível ou de matérias-primas, e as cinzas resultantes desse processo são agregadas ao produto final. Esse processo, entretanto, deve ser realizado de forma controlada e segura, sem agredir ou prejudicar o meio ambiente.

Fatores como o tempo de residência e a temperatura do forno de cimento — que, normalmente, deve ficar entre 1400 e 1500ºC — devem ser levados em conta, pois precisam estar adequados, para degradar termicamente a matéria orgânica.

Esses fornos também devem ser munidos de sistemas de controle de poluição atmosférica, para que seja possível minimizar a emissão de gases poluentes — como o monóxido de enxofre e o monóxido de nitrogênio, também presentes no processo de incineração de materiais.

O coprocessamento consiste em uma alternativa de reduzir o custo financeiro para que as organizações façam o descarte de seus resíduos sólidos, entre eles, dos equipamentos de proteção individual já inutilizados.

Para garantir a segurança do processo, exige-se apenas o monitoramento:

  • das emissões atmosféricas;
  • da temperatura;
  • do tempo;
  • da oxigenação envolvidos no procedimento de coprocessamento.

Exigência do coprocessamento

Em regra, o coprocessamento, juntamente com a incineração, é utilizado para o descarte de resíduos da classe I, que são compostos por materiais perigosos ou nocivos à saúde humana ou ao meio ambiente.

Aqui, está presente a mesma noção de periculosidade já citada. Existem os materiais que são naturalmente nocivos e aqueles que se tornaram prejudiciais, em razão do chamado risco agregado. Em ambos os casos, o descarte deve ser feito pelos procedimentos de incineração ou coprocessamento.

Os procedimentos são alternativos em alguns casos, ficando a critério da empresa optar por um ou por outro, e, em outras hipóteses, são excludentes.

Materiais de periculosidade mais elevada devem ser incinerados, para evitar maior contato com o homem ou com a natureza. A opção, então, pode variar conforme a natureza do resíduo e o seu grau de periculosidade ou potencial de contaminação.

Aterro industrial

Aterro industrial é o local onde os resíduos sólidos são descartados e despojados em grandes áreas, projetadas especialmente para recebê-los. Existem aterros projetados especificamente para abrigar agentes nocivos, resíduos da classe I, e aterros para comportar produtos menos agressivos, como os resíduos da classe II.

A diferença entre elas está no sistema de impermeabilização do solo e no controle da poluição causada pelos materiais aterrados. É preciso tomar uma série de cuidados para que os resíduos não venham a contaminar o solo, o ar e os lençóis freáticos adjacentes aos aterros.

Exigência do uso de aterros industriais

Em geral, não há a exigência de destinação dos materiais em aterros, e esse método é comumente utilizado para o descarte de resíduos comuns, destituídos de periculosidade inerente ou agregada.

Vale ressaltar que existem vários laboratórios no Brasil que realizam os Laudos de Caracterização com abrangência nacional. É possível obter informações sobre o CADRI acessando o site da CETESB.

Gostou do nosso artigo sobre o descarte de EPIs? Então, siga-nos nas redes sociais e fique por dentro de todas as nossas postagens! Estamos no Facebook e no LinkedIn.

 

Últimos posts




Comentários