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Publicado em 23/06/2016

Luvas Cirúrgicas e Luvas de Procedimento


Luvas cirúrgicas e luvas de procedimento: dois itens de segurança que fazem parte do dia a dia dos profissionais da saúde. Quem trabalha nessa área precisa estar o tempo todo atento às questões que envolvem a proteção, tanto do usuário quanto do paciente.

Cada segmento exige materiais específicos na execução das atividades. Afinal, cada equipamento cumpre uma função característica que necessita de cuidados próprios na sua utilização. No que concerne àproteção das mãos, isso não é diferente!

A preocupação com as escolhas corretas deve vir desde o material até o manuseio adequado. Mas você sabe como, quando e por que utilizar cada tipo de luva? Para saber tudo sobre o assunto, continue a leitura!

Diferenças entre luvas cirúrgicas e luvas de procedimento

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), devem ser utilizados equipamentos descartáveispor dois motivos:

  • reduzir a contaminação do usuário com sangue e outros fluidos corporais; 

  • reduzir a disseminação de germes para o ambiente, o profissional ou o paciente.

A principal diferença entre luvas de procedimento e luvas cirúrgicas está na sua utilização. Saiba mais adiante.

Luvas de procedimento

As luvas de procedimento são para procedimentos não cirúrgicos em situações clínicas, quando existe a possibilidade de contato direto ou indireto com sangue, secreções, excreções e objetos visivelmente sujos com fluidos corporais.

Luvas cirúrgicas

As luvas cirúrgicas são indicadas para qualquer procedimento cirúrgico, além de outras situações como parto vaginal, procedimentos radiológicos invasivos e de acesso vascular (linhas centrais), preparo de nutrição parenteral total e de agentes quimioterápicos.

Não precisa utilizar

Existe ainda a situação onde não é indicado o uso de luvas de procedimentos não cirúrgicos.
Ela acontece quando não existe a possibilidade de exposição a sangue ou outros fluidos corporais, seja direta ou indiretamente.

Alguns exemplos são a verificação da temperatura, a tomada de pulso e de pressão arterial, o transporte do paciente, o uso do telefone nas dependências do estabelecimento médico, a administração de medicação etc.

Os melhores materiais para as luvas

Outro ponto que deve ser levado em consideração é o tipo de material utilizado nas luvas. Uma escolha incorreta pode levar a sérias consequências, afinal, esses são instrumentos importantes para a segurança. A seguir, confira quais são os principais.

Látex

Esse continua sendo o material que oferece melhor barreira de proteção. Além disso, a luva de látexcostuma ter preços acessíveis e ser bastante confortável.

Apesar dessas características, vale lembrar o velho ditado de que o barato sai caro, já que a desvantagem é a possibilidade de o usuário desenvolver alergia ao produto — de uma simples urticária (reação mediana e localizada) a uma grave anafilaxia (reação grave e sistêmica).

Látex de baixa proteína

Uma alternativa é o látex de baixa proteína. Ele oferece vantagens para aqueles que apresentam alergia ao látex, embora não seja a solução para todos os casos ligados à sensibilidade.

Material sintético

Apesar das funcionalidades do látex e do látex de baixa proteína, a melhor indicação continua sendo a luva de material sintético, que também possui preço acessível e pode ser uma grande aliada para aqueles usuários que possuem sensibilidade.

Importante

As luvas descartáveis podem ser feitas, também, de nitrila, butilo e outros componentes. Para acertar na escolha, é preciso conhecer as interferências de cada elemento na hora da utilização e do manuseio.

Veja o quadro abaixo com um resumo das principais características de cada material.

Mater​ial

Recomendado

Não recomendado

Látex

Soluções aquosas, alguns álcoois, ácidos fracos e bases.

Químicos, orgânicos, corrosivos e óleos.

Nitrila (luvas de procedimento)

Formaldeído, glutaraldeído, alvejante, ácido clorídrico, ácido fosfórico e materiais cáusticos.

Cetonas e aromáticos, hidrocarbonetos clorados, ésteres, ácidos nítricos, sulfúricos e ácidos orgânicos.

Nitrila (luvas utilitárias)

Todos acima, mais hidrocarbonetos, alifáticos, álcoois, óleos e gasolina.

Solventes alifáticos, aromáticos e clorados.

Butilo

Aldeídos, cetonas, ésteres glicóis e solventes orgânicos polares.

Alifáticos, aromáticos e solventes clorados.

Neoprenetm

Oxidantes, ácidos, bases, álcoois, fenol e anilina.

Solventes clorados.

Viton®

Aromáticos, alifáticos, solventes clorados e álcoois.

Algumas cetonas, aminas e ésteres.

Proteção de prata

Maioria dos solventes, ácidos e bases.

 

Fonte: Yale University. Office of Environmental Health and Safety. Glove selection for chemical resistante (online). Disponível em: http://www.yale.edu/oehs/PDF_files/04_99.pdf. Acesso em 04 de julho de 2011.

Legislação específica

O uso das luvas cirúrgicas e das luvas de procedimento é orientado por normas de segurança estabelecidas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e aprovadas pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) em conjunto com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Basicamente, a legislação se concentra nas seguintes normas:

  • NBR 13.391/95, que determina os requisitos de recebimento, uso, descarte, dimensões e materiais das luvas cirúrgicas;

  • NBR 13.392/04, que fixa parâmetros relacionados às luvas para procedimentos não cirúrgicos.

Há, ainda, a NBR 10.282/14, que traz uma especificação quanto ao uso de luvas cirúrgicas de borracha de uso único. São equipamentos estéreis destinados à realização de procedimentos cirúrgicos, evitando a possibilidade de contaminação cruzada.

Manutenção e higienização das luvas

É interessante ressaltar que, apesar da tecnologia e do controle realizado pelos órgãos regulatórios, a OMS alerta que luvas não oferecem proteção completa contra a contaminação. Por isso, é muito importante que o usuário siga corretamente o modo de higienização das mãos.

Não é apenas a partir de pequenos defeitos nas luvas que o usuário pode ser contaminado, mas também por meio da remoção feita de forma errada.

Por isso, lembre-se de sempre higienizar as mãos corretamente ao colocar as luvas, assim como ao retirá-las. A higienização das mãos é uma ação preventiva que deve ser amplamente disseminada.

A agência que regula os produtos médicos no Brasil é a Anvisa. Com o Center for Disease Control and Prevention (CDC) e com as políticas de Segurança do Paciente da OMS, foram elaboradas algumas recomendações, a saber:

  • as luvas devem ser utilizadas somente quando indicadas;
  • as luvas cirúrgicas devem ser utilizadas para reduzir a possibilidade de microrganismos no campo operatório;
  • as luvas devem ser trocadas sempre que um profissional entrar em contato com outro paciente;
  • as luvas devem ser trocadas quando forem danificadas;
  • as luvas devem ser trocadas quando o profissional passar de um local contaminado para outra área;
  • o profissional não deve tocar superfícies e materiais não esterilizados, como telefone, maçaneta etc;
  • as luvas não podem ser usadas mais de uma vez;
  • as luvas não podem ser lavadas;
  • a higienização das mãos não pode ser substituída pelo uso de luvas.

Além de tudo isso, você sabia que, se a luva não estiver ajustada nas mãos e se o profissional não estiver confortável, ela pode interferir em sua função? Por isso, fique atento ao tamanho das luvas descrito na embalagem e veja se está adequado.

Cuidados no uso das luvas

Todas as luvas comercializadas pela Volk do Brasil são testadas e aprovadas em laboratório. Um dos testes realizados chama-se Força de Ruptura, que afere a resistência de luvas a rasgos. O teste é feito colocando uma determinada quantidade de força na luva e é observado quanto o produto suporta até romper.

No entanto, não basta escolher um equipamento que seja aprovado em testes de resistência, é preciso atentar-se a mais alguns pontos:

Armazenamento

Observe sempre o ambiente onde as luvas estão sendo armazenadas, pois pode influenciar nas propriedades físicas do material e, por consequência, na segurança dos usuários e pacientes. Alguns cuidados são necessários, principalmente com relação à temperatura e à umidade do ambiente.

As luvas tornam-se fracas e quebradiças quando expostas ao calor, à luz ultravioleta ou ao ozônio. Por isso, a Volk do Brasil possui um controle de estoque organizado e separado para todos os produtos da área médica.

Nesse espaço, diariamente são feitas conferências de temperatura, umidade e higienização do local para garantir o controle de qualidade dos produtos comercializados.

Manuseio

É preciso cautela no uso de loções e cremes à base de vaselina, pois podem afetar a integridade das luvas de látex. Alguns produtos que contêm álcool e são usados para a higienização das mãos podem interagir com o pó que existe em alguns modelos e afetar a sua integridade.

Colocação

Se você já escolheu o material mais adequado para as atividades que precisa desempenhar e ajustado para o tamanho das mãos, além de ter providenciado um armazenamento correto preservando a integridade dos equipamentos, saiba que a preocupação no momento da colocação também é muito importante.

Veja como fazer isso:

  • faça uma boa lavagem das mãos, que pode ser básica ou cirúrgica, a depender da função desempenhada;
  • abra o embrulho da luva cuidadosamente em uma superfície limpa, de forma que os punhos fiquem voltados para você;
  • segure o equipamento com uma mão para ajustá-lo na outra, procurando acomodar os dedos confortavelmente;
  • repita o procedimento com a outra mão.

Uma dica importante é sempre manusear as luvas segurando pela sua face interna — que ficará em contato com a sua pele — para que o lado externo não seja contaminado, além de tomar muito cuidado para que elas não tenham contato com objetos não esterilizados.

Remoção e descarte

Após o uso, basta puxar a luva cirúrgica ou a luva de procedimento virando pelo avesso. O descarte deve levar em consideração a questão da biossegurança, por isso, precisa ser feito apropriadamente.

Nesse sentido, lembre-se de que a Anvisa classifica tanto as luvas cirúrgicas quanto as de procedimento como parte do Grupo D (resíduos que podem estar contaminados ou provocar acidentes) e, por consequência, devem ser isoladas do lixo comum e descartadas corretamente.

Outros fatores que devem ser considerados

Luvas de proteção desse tipo não podem ser reprocessadas, pois o produto perde suas características originais.

Se você é profissional da área da saúde, fique atento se no seu espaço de trabalho está sendo disponibilizado mais de um tipo de luva. É muito importante utilizar as luvas de procedimento não cirúrgico e as luvas cirúrgicas de forma consciente e responsável.

Lembre-se de que a sua saúde e a do paciente precisam de atenção. De acordo com o ECRI Institute, as principais questões a serem levadas em consideração são:

  • a efetividade da barreira de proteção;
  • a sensibilidade do usuário ao material da luva;
  • o ajuste adequado ao tamanho das mãos;
  • o conforto para o usuário durante o manuseio.

Atenção às embalagens: elas devem conter a informação de que as luvas foram testadas para riscos biológicos (ISO10282 e ISO11193) e isso precisa constar no Certificado de Aprovação (CA) da luva.

Se o CA apenas apresentar a informação de que o equipamento foi aprovado para risco químico (EN374), por exemplo, ele não é indicada para uso médico hospitalar, odontológico ou veterinário — nesses casos, é hora de trocar a marca ou o modelo utilizado.

Enfim, na hora de escolher suas luvas cirúrgicas ou luvas de procedimento, tenha em mente, em primeiro lugar, a segurança e a saúde no ambiente de trabalho, para todos os envolvidos.

Se restou alguma dúvida ou se você precisa de mais orientações, não deixe de entrar em contato com a Volk do Brasil. Somos especialistas no assunto e podemos ajudar!


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