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Publicado em 17/05/2017

Mapa de risco: tire aqui suas principais dúvidas!


Uma empresa, para obter bons resultados em sua gestão, precisa oferecer aos seus colaboradores um ambiente seguro e saudável. Nesse momento, um técnico de segurança do trabalho deve exercer sua função com eficiência para evitar acidentes e imprevistos e, é claro, saber como fazer mapa de risco.

A representação gráfica dos fatores ambientais presentes na área de trabalho que proporcionam perigo aos colaboradores é uma das diversas ferramentas da Segurança do Trabalho. Apesar de muito importante, alguns profissionais não a conhecem ou não a utilizam corretamente.

Para ajudar você, vamos explicar melhor esse conceito neste post. Continue sua leitura e aprenda mais sobre o assunto!

O que é o mapa de risco?

O mapa de risco é uma representação gráfica, isto é, que se utiliza de recursos visuais, feita para mostrar os principais fatores de risco existentes em um local de trabalho. Para criá-lo, é necessário analisar todos os fatores que integram esse ambiente, como:

  • materiais e equipamentos de trabalho;
  • instalações;
  • posicionamento de peças e maquinários.

Após essa análise, os riscos são separados em categorias. Veja quais são elas e alguns de seus exemplos:

  • riscos físicos — ruídos, pressão, umidade e radiação;
  • riscos químicos — gases;
  • riscos biológicos — fungos, vírus e parasitas;
  • riscos ergonômicos — levantamento de peso, ritmo de trabalho e turnos;
  • riscos de acidentes — iluminação, arranjo físico e incêndio.

Além disso, a intensidade desses valores é separada em pequena, média e grande. O ideal é que cada fator do ambiente, tipo de risco e intensidade sejam representados por elementos visuais distintos, como diferentes cores, símbolos etc.

Um mapa de risco deve ser muito bem realizado por um técnico de segurança do trabalho, pois esse material é utilizado para informar a todos o quão perigosa pode ser uma atividade profissional. Exatamente por isso, o mapa deve ser fixado no ambiente em um local visível para todos os colaboradores.

Portanto, é recomendado utilizar uma linguagem simples e adequada à realidade socioeconômica dos funcionários. Até porque de nada adianta fazer um mapa de risco correto se ninguém consegue compreendê-lo, seja pela falta de informações ou pela didática inadequada.

Qual é a importância de um mapa de risco para a empresa?

Todas as empresas que possuem atividades potencialmente perigosas para a segurança dos trabalhadores devem ter um ou mais mapas de risco distribuídos pelo ambiente. Nele, a localização de cada fator de periculosidade deve estar bem clara, a fim de que os funcionários tenham ciência dos cuidados que devem ser tomados.

Você pode estar se perguntando: qual é a importância desse recurso se já existem outros, como o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), nos quais os riscos de cada função já são descritos? A resposta é simples! Os recursos visuais facilitam o entendimento, especialmente quando há o emprego de diferentes formas, cores e simbologias.

Dessa forma, o mapa se torna uma ferramenta extremamente eficiente para a conscientização geral acerca dos cuidados em cada área da empresa, principalmente nas indústrias, em que cada setor é responsável por algum tipo de processo com potencial de agredir a segurança ou a saúde dos trabalhadores.

Além disso, é a partir dessa representação que é reforçada a necessidade de usar os tipos de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) necessários por segmento, bem como a de respeitar as normas de segurança do local e averiguar com frequência a existência de outros recursos importantes, como os Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs).

Quem deve ter um mapa de risco?

Segundo a Norma Regulamentadora nº 5 (NR-5), o mapa de risco deve ser realizado pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). Desse modo, caso a sua empresa não a tenha, é preciso contratar um parceiro que forneça esse tipo de consultoria.

Além disso, o mapa sempre deve ser atualizado quando acontecer alguma alteração no ambiente ou no processo produtivo. Portanto, não há como determinar sua validade exata, é preciso analisar cada situação e acompanhar a existência de novos riscos em sua empresa.

Como fazer mapa de risco?

Saber como fazer mapa de risco não é uma tarefa muito complicada, desde que os profissionais responsáveis por sua realização estejam devidamente preparados. Cada empresa possui características específicas, e isso faz com que cada uma produza um tipo de documento. No entanto, algumas etapas são comuns em todos os processos, como:

Analisar o ambiente

O primeiro passo para a elaboração da representação gráfica dos riscos é conhecer bem o ambiente de trabalho. Como o nome já diz, essa ferramenta se trata de um mapa dos agentes de perigo, portanto, o espaço deve ser minuciosamente detalhado, além de ser levada em conta a atividade da empresa.

Identificar os riscos

Depois, é preciso identificar os riscos existentes em cada área ou setor de forma qualitativa, isto é, categorizando cada fator de acordo com a sua natureza e, de preferência, optando por simbologias bem explicativas para cada tipo. Aqui, também vale detalhar a intensidade de cada risco ambiental.

Encontrar medidas preventivas

Para cada risco, deve ser listada uma série de medidas preventivas para evitar ou minimizar o perigo oferecido às funções dos colaboradores. Nesse momento, deve-se não apenas levantar essas práticas como torná-las possíveis de serem executadas para que, de fato, haja a segurança no ambiente de trabalho.

Dialogar com colaboradores

O diálogo é fundamental para que todos entendam o seu papel na construção de uma cultura organizacional mais saudável e segura. Por isso, vale buscar meios de melhorar a comunicação com os funcionários para encontrar dúvidas e queixas, além de fomentar a conscientização.

Propor soluções para os problemas

Caso algum dos riscos identificados ainda não tenha medidas de prevenção bem definidas, a elaboração do mapa de risco é o momento perfeito para debater esse problema e encontrar soluções.

Ter aprovação do mapa de risco

Por fim, o mapa deve ser aprovado por parte da CIPA, que, após minuciosa análise do que foi levantado e representado, finaliza a elaboração do documento e autoriza a fixação do modelo no ambiente de trabalho.

Os acidentes causam grandes prejuízos para um empreendimento, sejam eles humanos, financeiros ou materiais. Ao criar um mapa de risco, o técnico de segurança do trabalho, além de mostrar que quer melhorar seu ambiente profissional, indica que a saúde de seus colegas é algo imprescindível e que precisa ser protegido.

E aí, entendeu melhor como fazer mapa de risco? A segurança dos colaboradores é algo vital para que os acidentes de trabalho sejam evitados, portanto, esse é um assunto que não pode ser deixado para depois.

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