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Publicado em 17/05/2017

Mapa de risco: tire aqui suas principais dúvidas!


Atualizado em 27/06/2019

Uma empresa, para obter bons resultados em sua gestão, precisa oferecer aos seus colaboradores um ambiente seguro e saudável. Nesse momento, um técnico de segurança do trabalho deve exercer sua função com eficiência para evitar acidentes e imprevistos e, é claro, saber como fazer um mapa de risco.

A representação gráfica dos fatores ambientais presentes na área de trabalho que proporcionam perigo aos colaboradores é uma das diversas ferramentas da Segurança do Trabalho. Apesar de muito importante, alguns profissionais não a conhecem ou não a utilizam corretamente.

Para ajudar você, vamos explicar melhor esse conceito neste post. Continue sua leitura e aprenda mais sobre o assunto!

O que é o mapa de risco?

O mapa de risco é uma representação gráfica, isto é, que se utiliza de recursos visuais, feita para mostrar os principais fatores de risco existentes em um local de trabalho. Para criá-lo, é necessário analisar todos os fatores que integram esse ambiente, como:

  • materiais e equipamentos de trabalho;
  • instalações;
  • posicionamento de peças e maquinários.

Após essa análise, os riscos são separados em categorias. Veja quais são elas e alguns de seus exemplos:

  • riscos físicos — ruídos, pressão, umidade e radiação;
  • riscos químicos — gases;
  • riscos biológicos — fungos, vírus e parasitas;
  • riscos ergonômicos — levantamento de peso, ritmo de trabalho e turnos;
  • riscos de acidentes — iluminação, arranjo físico e incêndio.

Além disso, a intensidade desses valores é separada em pequena, média e grande. O ideal é que cada fator do ambiente, tipo de risco e intensidade sejam representados por elementos visuais distintos, como diferentes cores, símbolos etc.

Um mapa de risco deve ser muito bem realizado por um técnico de segurança do trabalho, pois esse material é utilizado para informar a todos o quão perigosa pode ser uma atividade profissional. Exatamente por isso, o mapa deve ser fixado no ambiente em um local visível para todos os colaboradores.

Portanto, é recomendado utilizar uma linguagem simples e adequada à realidade socioeconômica dos funcionários. Até porque de nada adianta fazer um mapa de risco correto se ninguém consegue compreendê-lo, seja pela falta de informações ou pela didática inadequada.

Qual é a importância de um mapa de risco para a empresa?

Todas as empresas que realizam atividades potencialmente perigosas para a segurança dos trabalhadores devem ter um ou mais mapas de risco distribuídos pelo ambiente. Nele, a localização de cada fator de periculosidade deve estar bem clara, a fim de que os funcionários tenham ciência dos cuidados que devem ser tomados.

Você pode estar se perguntando: qual é a importância desse recurso se já existem outros, como o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), nos quais os riscos de cada função já são descritos? A resposta é simples! Os recursos visuais facilitam o entendimento, especialmente quando há o emprego de diferentes formas, cores e simbologias.

Dessa forma, o mapa se torna uma ferramenta extremamente eficiente para a conscientização geral acerca dos cuidados em cada área da empresa, principalmente nas indústrias, em que cada setor é responsável por algum tipo de processo com potencial de agredir a segurança ou a saúde dos trabalhadores.

Além disso, é a partir dessa representação que é reforçada a necessidade de usar os tipos de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) necessários por segmento, bem como a de respeitar as normas de segurança do local e averiguar com frequência a existência de outros recursos importantes, como os Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs).

Quem deve ter um mapa de risco?

Segundo a Norma Regulamentadora nº 5 (NR-5), o mapa de risco deve ser realizado pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). Desse modo, caso a sua empresa não a tenha, é preciso contratar um parceiro que forneça esse tipo de consultoria.

Além disso, o mapa sempre deve ser atualizado quando acontecer alguma alteração no ambiente ou no processo produtivo. Portanto, não há como determinar sua validade exata, é preciso analisar cada situação e acompanhar a existência de novos riscos em sua empresa.

Como fazer mapa de risco?

Saber como fazer mapa de risco não é uma tarefa muito complicada, desde que os profissionais responsáveis por sua realização estejam devidamente preparados. Cada empresa apresenta características específicas, e isso faz com que cada uma produza um tipo de documento. No entanto, algumas etapas são comuns em todos os processos. Veja quais são elas a seguir.

Analisar o ambiente

O primeiro passo para a elaboração da representação gráfica dos riscos é conhecer bem o ambiente de trabalho. Como o nome já diz, essa ferramenta se trata de um mapa dos agentes de perigo, portanto, o espaço deve ser minuciosamente detalhado, além de ser levada em conta a atividade da empresa.

Identificar os riscos

Depois, é preciso identificar os perigos existentes em cada área ou setor de forma qualitativa, isto é, categorizando cada fator de acordo com a sua natureza e, de preferência, optando por simbologias bem explicativas para cada tipo. Aqui, também vale detalhar a intensidade de cada risco ambiental.

Encontrar medidas preventivas

Para cada risco, deve ser listada uma série de medidas preventivas para evitar ou minimizar o perigo oferecido às funções dos colaboradores. Nesse momento, deve-se não apenas levantar essas práticas, como torná-las possíveis de serem executadas para que, de fato, haja a segurança no ambiente de trabalho.

Dialogar com colaboradores

O diálogo é fundamental para que todos entendam o seu papel na construção de uma cultura organizacional mais saudável e segura. Por isso, vale buscar meios de melhorar a comunicação com os funcionários para encontrar dúvidas e queixas, além de fomentar a conscientização.

Propor soluções para os problemas

Caso algum dos perigos identificados ainda não tenha medidas de prevenção bem definidas, a elaboração do mapa de risco é o momento perfeito para debater esse problema e encontrar soluções.

Ter aprovação do mapa de risco

Por fim, o mapa deve ser aprovado por parte da CIPA, que, após minuciosa análise do que foi levantado e representado, finaliza a elaboração do documento e autoriza a fixação do modelo no ambiente de trabalho.

Que cores utilizar no mapa de risco?

As cores do mapa devem ser utilizadas para denotar o tipo de perigo que o colaborador enfrenta em cada seção. Por isso, elas são o padrão, o que facilita o reconhecimento dos riscos mesmo quando o funcionário troca de ambiente de trabalho, área ou função.

No mapa de risco as cores têm significado e são sempre utilizados verde, vermelho, marrom, amarelo e azul.

Verde

O verde é um indicador de riscos físicos nos mapas de risco. Em geral, ele aponta para áreas em que há ruídos, radiação, frio, pressão elevada ou reduzida demais, umidade e calor. Uma sala de estufa, por exemplo, teria essa indicação no mapa pelo menos.

Vermelho

Dentre os riscos ocupacionais listados em um mapa de riscos, aqueles que vemos serem representados pelo vermelho logo chamam atenção. Essa é uma das cores que associamos com “alertas”, portanto, é aquela que é mais facilmente percebida ao olhar para um mapa.

Ela é usada para indicar riscos químicos, como o contato com névoa, neblina, gases, substâncias ou produtos químicos, vapores e poeiras que podem prejudicar a curto, médio e longo prazo a saúde do profissional que interage com elas.

Marrom

Marrom é a cor escolhida para se referir aos riscos biológicos identificados no mapa. Ao vê-la, você pode assumir que o local indicado apresenta risco de contato com vírus, bactérias, fungos, parasitas, bacilos e protozoários que são prejudiciais à saúde humana.

Nesses locais é importante usar EPIs que impedem o contato direto com material biológico.

Amarelo

Nos mapas, o amarelo é sempre usado para denotar os riscos ergonômicos. Esforço físico intenso, como aquele que é resultado do levantamento de peso, tarefas em que há a exigência de uma postura inadequada ou que demandam jornadas de trabalho prolongadas, entre outros.

Monotonia, repetitividade e todo tipo de estresse físico e psicológico são apontados no mapa de risco em amarelo. A cor também é usada quando há controle rígido de produtividade, ritmos excessivos ou há a necessidade de trabalho noturno.

Azul

O azul é utilizado nos mapas de risco para se referir às áreas em que acidentes podem ser causados por um arranjo físico inadequado. Máquinas e equipamentos que não têm proteção, espaços com iluminação inadequada, locais onde animais peçonhentos habitam e onde há o armazenamento inadequado de itens são todos identificados por essa cor, bem como ambientes com possibilidades de incêndios e explosões.

Quais são os principais tipos de risco em um mapa?

Dentro das categorias de risco que já citamos aqui, existem tipos distintos que estão presentes nos ambientes de trabalho. Abaixo, mostramos quais são eles e onde são comumente encontrados.

Riscos físicos

São tidos como riscos físicos no ambiente de trabalho todas as situações em que a operação de uma máquina ou o espaço em que o colaborador se encontra oferecem esse tipo de perigo.

Um reator nuclear, por exemplo, oferece risco de radiação. Assim como a exposição do trabalhador a equipamentos que têm altos níveis de ruído também oferece risco físico.

Outros riscos comuns nessa categoria são:

  • baixas temperaturas, vistas comumente nos refrigeradores de frigoríficos;
  • altas temperaturas, como observadas em incineradores;
  • altos níveis de ruído, na operação de equipamentos, como colheitadeiras e tratores, ou no contato com máquinas que fazem muito barulho; e
  • a exposição à vibração, que possa ser sentida no corpo, como a observada em processos como o asfaltamento de ruas.

Risco químico

Riscos químicos são sempre aqueles que apresentam a possibilidade de o trabalhador ter contato com substâncias ou compostos tóxicos que podem ser absorvidos pela pele, ingeridos ou respirados.

Algumas indústrias estão mais propensas a apresentar esses perigos, como a indústria química, farmacêutica e petrolífera, mas muitas outras atividades envolvem algum tipo de risco químico. Comumente, podemos observá-lo em tarefas como:

  • no agronegócio, ao se interagir com a poeira do bagaço de cana-de-açúcar;
  • na metalurgia, durante o processo de fundição que libera fumos metálicos;
  • na extração de gás natural; e
  • no consumo ou contato com água e outros líquidos contaminados por agentes químicos.

Risco biológico

O risco biológico, ou de contaminação, é aquele que expõe diretamente o profissional ao contato com agentes que podem provocar enfermidades. Nos hospitais, ele costuma ser muito grande, mas há outras profissões e atividades em que ele é comum, como:

  • limpeza e descarte de material biológico;
  • contato direto com pacientes infectados; e
  • interação com microorganismos respiráveis.

Risco de acidente

O risco de acidentes é um dos mais comuns nos mapas e se refere a riscos mecânicos que podem ser observados no ambiente de trabalho. Eles colocam a integridade física do colaborador em perigo devido ao contato direto com determinados objetos e ferramentas com alto potencial de dano.

Alguns dos riscos físicos mais comuns são:

  • risco de queda de equipamentos e objetos (como vigas e andaimes na construção civil); e
  • riscos causados pelo uso de ferramentas (como soldas).

Risco ergonômico

O risco ergonômico no ambiente de trabalho é aquele que afeta a integridade física a longo prazo porque é uma obrigatoriedade da atividade que ele exerce. Ter que permanecer o dia todo de pé, por exemplo, é um risco ergonômico, bem como atividades monótonas.

São exemplos de risco ergonômico:

  • objetos de tamanho inapropriado, como cadeiras curtas ou altas demais;
  • ausência de espaço para descanso (cadeiras) após trabalho fatigante, como ficar em pé por muito tempo;
  • transporte manual de peso;
  • desconforto térmico que prejudica o desempenho na atividade realizada; e
  • atividades repetitivas ou realizadas sem pausa.

Que problemas sua empresa pode enfrentar por não utilizar mapas de risco?

O mapa de riscos serve para representar com clareza os possíveis danos à saúde que um colaborador pode sofrer. Deixar de fazê-lo no seu empreendimento coloca a sua empresa não só sob o risco de ocorrências mais frequentes de acidentes de trabalho, mas também sujeita ao recebimento de multas.

Segundo a Norma Regulamentadora 1, cumprir e fazer cumprir as disposições sobre segurança do trabalho é responsabilidade do empregador, e o descumprimento da Lei nº 6.514, de 22 de Dezembro de 1977 e da Norma Regulamentadora 5, ao deixar de fazer o mapa de risco, é passível de multa. Os valores podem ser elevados e empresas com até 500 empregados podem pagar cerca de R$ 3.500 ao deixarem de cumprir essa ordem.

Os acidentes causam grandes prejuízos para um empreendimento, sejam eles humanos, financeiros ou materiais. Ao criar um mapa de risco, o técnico de segurança do trabalho, além de mostrar que quer melhorar seu ambiente profissional, indica que a saúde de seus colegas é algo imprescindível e que precisa ser protegido.

E aí, gostou de conhecer melhor o mapa de risco? A segurança dos colaboradores é algo vital para que os acidentes de trabalho sejam evitados, portanto, esse é um assunto que não pode ser deixado para depois.

Ainda tem alguma dúvida sobre como é feito o mapa de risco e qual é a importância dele para a segurança do trabalho? Deixe um comentário neste post!


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