Limpeza de EPIs: 7 dicas práticas para manter a proteção

Pessoa desinfecta e faz a limpeza de epis do hospital

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Um EPI sujo ou mal conservado pode ser tão perigoso quanto a sua ausência. A limpeza de EPIs inadequada compromete a barreira de proteção e reduz a vida útil dos equipamentos, transformando o investimento da empresa em prejuízo.

Esta tarefa é um componente crítico da segurança do trabalho. Sendo uma exigência da Norma Regulamentadora No. 6 (NR-6), a higienização correta impacta a durabilidade dos EPIs, os custos da operação e a saúde da equipe.

A seguir, explicamos por que a limpeza é tão importante e apresentamos 7 dicas para implementar um processo correto.

O que é a limpeza de EPI e por que ela é importante?

A limpeza de EPI é o procedimento para remover sujeiras e contaminantes de equipamentos reutilizáveis. A prática é importante por quatro motivos principais:

  • Manter a eficácia da proteção: um visor sujo compromete a visibilidade. A limpeza assegura que o EPI funcione como projetado.
  • Aumentar a vida útil do equipamento: o devido cuidado evita a degradação dos materiais e otimiza os custos de reposição.
  • Prevenir doenças e contaminações: a limpeza remove resíduos que podem causar dermatites ou contaminações cruzadas.
  • Assegurar a conformidade com a NR-6: a prática correta de higienização é uma exigência das normas de segurança, sendo uma obrigação do empregador.

Diferença entre limpeza e desinfecção

É preciso diferenciar a limpeza (remoção de sujeira visível) da desinfecção (eliminação de microrganismos). Em ambientes com risco biológico, não basta limpar; é necessário desinfetar o EPI para garantir a segurança.

De quem é a responsabilidade pela limpeza do EPI?

De acordo com a NR-6, a responsabilidade pela “higienização e manutenção periódica” do EPI é do empregador. A empresa deve fornecer os meios para a limpeza, seja implementando um processo interno (com local e produtos adequados) ou contratando uma empresa especializada. 

Apenas em casos específicos, e com a concordância em acordo coletivo, o trabalhador pode ficar responsável pela limpeza, desde que seja orientado sobre os procedimentos corretos.

Quando devo limpar ou descartar um EPI?

A decisão entre limpar e descartar um EPI depende do seu tipo e do seu estado de conservação.

  • EPIs descartáveis: são projetados para um único uso e devem ser descartados imediatamente após. Tentar limpá-los compromete a proteção.
  • EPIs reutilizáveis: são fabricados com materiais mais resistentes para suportar múltiplos usos e ciclos de limpeza, como capacetes, óculos e luvas de alta performance.
  • Sinais para o descarte: Um EPI reutilizável deve ser descartado se apresentar qualquer sinal de dano, como rasgos, furos, deformações ou ressecamento do material.

Quais são as principais dicas de limpeza de EPIs?

Para que a limpeza de EPIs seja feita de forma segura, siga estas 7 dicas práticas.

  1. Siga sempre as instruções do fabricante: o fabricante conhece os materiais do seu produto e indicará no manual os produtos e métodos de limpeza corretos para não danificar o equipamento.
  2. Utilize apenas produtos adequados: evite o uso de solventes, alvejantes ou produtos abrasivos, a menos que seja recomendado. Essas substâncias podem degradar os materiais do EPI.
  3. Armazene corretamente após a limpeza: o EPI deve ser guardado em um local limpo, seco e protegido da luz solar e de contaminação. Deixar um equipamento limpo em um ambiente sujo anula o processo.
  4. Defina a frequência de higienização: a frequência da limpeza de EPI depende da intensidade de uso e do tipo de contaminante. Crie um cronograma claro e treine a equipe para segui-lo.
  5. Nunca compartilhe EPIs sem desinfecção: equipamentos de proteção são individuais. Caso o compartilhamento seja necessário, o EPI deve passar por uma assepsia completa.
  6. Verifique danos: o momento da limpeza é uma oportunidade para uma inspeção detalhada. Oriente os colaboradores a procurarem por furos, rasgos ou desgastes.
  7. Registre e acompanhe a rotina de higienização: para a Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SST), é uma boa prática manter um registro das rotinas de limpeza, o que ajuda a assegurar a conformidade e a criar um histórico para cada equipamento.

O que pode acontecer se a limpeza não for feita corretamente?

A limpeza de EPI inadequada pode anular a proteção do equipamento e criar novos riscos para o trabalhador e para a empresa.

  • Perda de eficácia: um visor arranhado por limpeza abrasiva compromete a visão. Uma luva ressecada por um produto químico errado pode rasgar facilmente.
  • Contaminação do trabalhador: resíduos de produtos agressivos podem causar dermatites. A higienização mal feita pode deixar agentes biológicos no equipamento.
  • Redução da vida útil: o uso de métodos incorretos acelera o desgaste do EPI, forçando a empresa a arcar com custos de reposição mais frequentes.
  • Inconformidade legal: a falta de uma rotina de higienização comprovada deixa a empresa em não conformidade com a NR-6.

A limpeza de EPI é uma etapa tão importante quanto a seleção e o treinamento. Um processo de higienização bem estruturado protege o trabalhador, otimiza os recursos da empresa e fortalece a cultura de segurança.

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Resumindo

Como é feita a higienização dos EPIs?

A higienização deve seguir as instruções do fabricante de cada equipamento, utilizando apenas os produtos de limpeza recomendados para não danificar o material. O processo envolve a remoção da sujeira visível (limpeza) e, em ambientes com risco biológico, a eliminação de microrganismos (desinfecção), seguida pela secagem completa e o armazenamento em local limpo e seco.

Quem é responsável pela higienização dos EPIs?

De acordo com a Norma Regulamentadora nº 6 (NR-6), a responsabilidade pela “higienização e manutenção periódica” do EPI é do empregador. A empresa deve fornecer todos os meios necessários para a limpeza, seja implementando um processo interno ou contratando um serviço especializado.

Créditos da imagem: Freepik

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