Riscos ergonômicos no trabalho: como prevenir lesões?

Profissional de escritória sente dor nas costas e se expoe à riscos ergonômicos no trabalho

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Entre 2011 e 2021, o Brasil registrou mais de 600 mil casos de afastamentos por LER/DORT, um número que expõe o impacto direto dos riscos ergonômicos no trabalho. Esses dados, levantados pela Previdência Social, mostram como o desgaste contínuo gera altos custos para as empresas e afeta a saúde dos colaboradores.

Essa realidade acende um alerta: muitos problemas de saúde não são causados por eventos súbitos, mas por um desgaste contínuo e silencioso. A prevenção eficaz, portanto, começa com a correta identificação e controle desses riscos.

A seguir, explicamos o que são os riscos ergonômicos, seus impactos e como a combinação de boas práticas e EPIs adequados pode proteger sua equipe.

O que são riscos ergonômicos no trabalho?

Riscos ergonômicos no trabalho são todos os fatores que podem afetar a saúde física e mental do trabalhador, causando desconforto ou lesões.

A Norma Regulamentadora nº 17 (NR-17) define as diretrizes para adaptar o trabalho às necessidades dos funcionários. Esses riscos são classificados em três grupos:

Riscos físicos (ou biomecânicos)

Relacionam-se à interação do corpo com o posto de trabalho. Incluem a exigência de postura inadequada, levantamento de peso, esforço excessivo e a repetitividade de movimentos.

Riscos cognitivos (ou psicossociais)

Ligados à carga cognitiva da atividade. Envolvem demanda mental excessiva, alto nível de estresse e pressão por produtividade.

Riscos organizacionais

Referem-se à forma como o trabalho é estruturado. Incluem jornada prolongada, ritmo intenso e falta de pausas para descanso.

Quais os impactos dos riscos ergonômicos na saúde?

A exposição contínua aos riscos ergonômicos no trabalho é uma das principais causas de afastamentos e queda de produtividade. Seus impactos na saúde são severos.

Doenças osteomusculares (LER/DORT)

As Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) são os resultados mais conhecidos. Incluem tendinites, bursites e síndrome do túnel do carpo.

Fadiga e estresse

A sobrecarga física e mental leva à fadiga crônica, diminuição da atenção e aumento dos níveis de estresse e ansiedade. Esses fatores também aumentam a probabilidade de erros e acidentes.

Lesões na coluna e articulações

O levantamento inadequado de peso e as posturas incorretas por longos períodos são causas diretas de lesões na coluna, como hérnias de disco. 

As articulações dos ombros, punhos e joelhos também sofrem grande desgaste.

Impactos legais e financeiros dos riscos ergonômicos para as empresas

A negligência com os riscos ergonômicos gera consequências diretas para as empresas. 

Além dos custos com afastamentos, a não conformidade com a NR-17 pode resultar em multas do Ministério do Trabalho, ações trabalhistas por doenças ocupacionais e no aumento da alíquota do Fator Acidentário de Prevenção (FAP), encarecendo os impostos.

Como prevenir riscos ergonômicos no trabalho?

A prevenção dos riscos ergonômicos no trabalho envolve uma abordagem com múltiplas frentes. O objetivo é adaptar o trabalho ao homem, e não o contrário.

Adote boas práticas de ergonomia

A base da prevenção está na implementação de um programa de ergonomia, que deve incluir:

  • Análise Ergonômica do Trabalho (AET): um estudo técnico, previsto na NR-17, para identificar e avaliar os riscos de cada posto.
  • Rodízio de tarefas: alternar as atividades para que não executem o mesmo movimento repetitivo por toda a jornada.
  • Pausas regulares: implementar pausas para descanso e, se possível, programas de ginástica laboral.
  • Adaptação do mobiliário: investir em cadeiras, bancadas e ferramentas ergonomicamente projetadas.
  • Treinamento: capacitar os colaboradores sobre posturas corretas e levantamento de cargas.

Invista em EPIs ergonômicos

Quando o risco não pode ser eliminado na fonte, os EPIs ergonômicos são uma medida de controle decisiva. Eles são projetados para reduzir a sobrecarga sobre o corpo do trabalhador em atividades de esforço, diminuindo a fadiga e o risco de lesões.

O design desses equipamentos é focado no conforto e na redução do desgaste muscular a longo prazo.

Conheça as soluções para riscos ergonômicos da Volk do Brasil

A Volk do Brasil desenvolve EPIs de alta performance projetados para melhorar o conforto e reduzir o desgaste físico, contribuindo diretamente para a prevenção de riscos ergonômicos.

Um exemplo é o Cinto Ergonômico Black Belt Comfort. Desenvolvido para proteger a lombar em atividades com levantamento de peso ou para quem passa longos períodos em pé, sua estrutura com ajuste duplo e hastes de PVC assegura suporte e conforto, ajudando a prevenir dores e lesões.

Para as mãos, a Luva Overpro Chemtech Impacto CUT é uma solução completa. Ela foi projetada para oferecer proteção superior contra impactos, mitigando um risco ergonômico, ao mesmo tempo em que resguarda o trabalhador contra riscos de corte, químicos e térmicos.

Prevenir os riscos ergonômicos no trabalho é mais do que cumprir uma norma; é um investimento na saúde da equipe e na eficiência da operação. Ao aliar boas práticas de ergonomia com EPIs de alta qualidade, a empresa cria um ambiente mais seguro e produtivo.

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Resumindo

Quais são considerados riscos ergonômicos?

São considerados riscos ergonômicos todos os fatores que podem interferir no bem-estar físico e mental do trabalhador. Isso inclui desde a exigência de posturas inadequadas e levantamento de peso, até a repetitividade de movimentos, jornadas de trabalho extensas e um ritmo de trabalho intenso que gere sobrecarga mental.

Como é classificado o risco ergonômico?

O risco ergonômico, representado pela cor amarela no Mapa de Risco, é classificado pela Norma Regulamentadora nº 17 (NR-17). A norma o divide em três categorias principais de acordo com sua origem: riscos biomecânicos (ligados ao corpo), psicossociais (ligados à mente) e organizacionais (ligados à estrutura do trabalho).

Créditos da imagem: Freepik

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