Luvas de segurança: 8 tipos e suas utilidades

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No mercado atual, existe uma infinidade de tipos de luvas de proteção e segurança. O uso desse equipamento de proteção individual, mais conhecido como EPI, também integra as Normas Regulamentadoras e serve para proteção contra diversos riscos, sejam mecânicos, químicos, biológicos ou outros, além de evitar acidentes no ambiente de trabalho.

Para ajudar na melhor escolha para sua empresa e seus funcionários, elaboramos este artigo sobre luvas de segurança e alguns de seus variados tipos e utilidades.

Boa leitura!

O que são e para que servem as luvas de segurança?

Criadas pela necessidade de proteger as mãos dos trabalhadores, as luvas de proteção podem ser encontradas em diversos modelos, tamanhos e materiais específicos para atender a diversos tipos de atividades. Elas devem conter o Certificado de Aprovação (CA) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — agora, Secretaria do Trabalho —, para comprovar sua eficácia contra os riscos diários.

As luvas são classificadas de acordo com cada critério de uso, fabricação, tipo de proteção, espessura, materiais usados, entre outros aspectos, e integram os equipamentos de proteção em locais onde o trabalho exige contato com produtos abrasivos, cortes, perfurações, agentes químicos e biológicos. É importante frisar que, além de proteção, elas devem oferecer praticidade, tanto para manusear objetos quanto para serem colocadas ou tiradas das mãos.

Por que é importante escolher as luvas de proteção corretamente?

Escolher a luva de proteção corretamente é fundamental para ter menos chances de ser acometido por um acidente no ambiente de trabalho. Além disso, quando você escolhe equipamentos de qualidade, evita que os itens venham com falhas por defeitos de fabricação.

Por isso, na hora de escolher esse item, preste atenção ao nome do fabricante das luvas. Só compre material de empresas que são referências no setor. Você também precisa ficar atento à validade do produto. Da mesma forma que deve ficar alerta em relação ao CA (certificado de aprovação), no qual precisa ser legalmente renovado após serem refeitos os testes necessários nos itens.

Como as luvas de segurança protegem as mãos?

A proteção das luvas de segurança está diretamente ligada às mãos e, em algumas situações, também aos membros superiores. Ou seja, é um EPI de uso individual que deve ser usado em pares no momento que o colaborador fizer as suas funções. Entre os principais riscos que as luvas de segurança conseguem reduzir ou eliminar de vez, estão:

  • riscos mecânicos: corte, abrasão e perfurações;
  • riscos físicos: queimaduras e choques elétricos;
  • riscos químicos: exposição a substâncias que podem gerar riscos à saúde, por exemplo, clorofórmio e formol;
  • riscos biológicos: fungos, bactérias, vírus, protozoários, parasitas, bacilos e demais.

Assim, é possível perceber que os funcionários correm diversos riscos na realização de suas funções e que, muitas vezes, não têm a importância devida. Então, o uso das luvas nesse momento pode evitar danos irreversíveis à saúde, a integridade física, a segurança e o bem-estar dos integrantes da equipe.

Quais os tipos de luvas de segurança?

Luvas de malha, neoprene, PVC e látex — são várias as opções. As peças podem ser descartáveis ou reutilizáveis, tudo depende do que a sua produção necessita. Por isso, recomenda-se o uso específico para cada caso, além da leitura correta das orientações do fabricante quanto à maneira de conservação e de uso. A durabilidade depende do risco ao qual o material é exposto e as atividades que serão executadas.

Confira, abaixo, os tipos de luvas para cada situação.

1. Luvas de neoprene

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As luvas de neoprene são feitas de borracha sintética, que substitui a natural. Têm ótima resistência a altas e baixas temperaturas, são impermeáveis e secam rapidamente quando molhadas. Ainda, têm leveza, são maleáveis, antiderrapantes e facilitam o manuseio de diversos materiais. São muito usadas em indústrias automotivas, químicas, de limpeza e alimentícia.

2. Luvas de látex

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Maleáveis e confortáveis, as luvas de látex não prejudicam o tato e evitam a penetração de líquidos. Seu uso é recomendado para indústria agroindustrial, higienização e limpeza.

3. Luvas de PVC

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Com boa resistência contra produtos químicos, abrasivos e cortes, as luvas de PVC são usadas para manuseio de ácidos, lubrificação de peças, contato com materiais corrosivos, construção civil, lã de vidro, limpeza pesada, entre outros.

4. Luvas de malhas

Usadas em serviços gerais, as luvas de malhas oferecem conforto e boa respirabilidade, além de protegerem contra agentes abrasivos e escoriantes. Estão disponíveis com ou sem pigmentação e com variação de fios, além de concederem grande flexibilidade para o manuseio de peças.

5. Luvas nitrílicas

Fabricadas em borracha sintética, as luvas nitrílicas são versáteis e resistentes aos diversos produtos químicos e abrasivos. São ideais para trabalhos em indústria automotiva, construção civil, indústria moveleira, química e alimentícia. As descartáveis podem ser usadas nos setores de manipulação de dinheiro, estético, hospitais, clínicas e no processamento de frutas e vegetais. Já as reutilizáveis, na aplicação de tintas, vernizes, solventes, graxas e ceras.

6. Luvas de vaqueta

Para os profissionais que executam serviços pesados e abrasivos, as luvas de vaqueta podem ser as mais apropriadas. Normalmente, são usadas nos segmentos de construção civil, entre outras áreas.

7. Luva de raspa

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As luvas de segurança de raspa são aquelas indicadas para atividades exercidas em construção civil, carga e descarga de materiais, mineração, indústria moveleira, montagem de estruturas metalizadas e demais manutenções em geral. Entre suas principais finalidades está a proteção contra arranhões.

8. Luva látex e suporte têxtil

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Luvas de suporte têxtil recebem um banho/revestimento em látex. São reutilizáveis e indicadas para trabalhos que exigem maior proteção mecânica, como manuseio e movimentação de materiais de construção, vergalhões, cordas, cabos, movimentação de andaimes, carpintaria e marcenaria, armação, alvenaria, colocação de telhas e azulejos, coleta de resíduos, reciclagem, agricultura, jardinagem e paisagismo, entre outros. Em muitos casos, substituem as luvas de raspa e vaqueta. Ainda, apresentam uma durabilidade maior e são higienizáveis.

Quando é preciso trocar a luva de proteção?

A troca da luva de proteção depende de diversos fatores, um deles é a validade. No caso das luvas de látex, a validade gira em torno de 2 anos, contados a partir da data que foi fabricada. Já as luvas nitrílicas, por exemplo, têm data limite para troca de 5 anos. Contudo, outros requisitos podem fazer com que você faça essa mudança. São eles:

  • alteração no produto;
  • batidas, rasgos e partes quebradas;
  • quando a luva não tem mais uma boa funcionalidade, entre outros.

Por isso, caso o profissional verifique algum desses problemas, é necessário que o material seja devolvido à análise, para que haja a identificação do problema. Assim, se for necessário, o EPI deve ser substituído sem custo algum para o funcionário. Caso essa substituição não seja feita, seja por descaso ou desatenção por parte do trabalhador ou da empresa, é possível que a segurança do colaborador esteja comprometida. O que pode levar a sérios prejuízos para a saúde desse profissional.

Quais são as principais dicas sobre as luvas de segurança?

Existem algumas práticas que devem ser adotadas para manter a luva de segurança em perfeitas condições. Veja as principais:

  • observar sempre as orientações do fabricante em relação ao uso, higienização e conservação das luvas;
  • evitar a lavagem industrial, sendo uma das melhores opções a água corrente e o sabão neutro. Em relação à secagem, deve ser feita na sombra;
  • o item deve ser retirado pelo punho e virado ao avesso, de forma que a parte interna seja ventilada, fique seca e evite a proliferação de bactérias;
  • a durabilidade vai depender do risco ao qual o material será exposto, atividades feitas e frequência de uso.

Como escolher a luva de segurança apropriada para as demandas?

Como já foi dito, as luvas usadas como equipamento de proteção individual ajudam na preservação do empregado diante os mais variados riscos. Nesse caso, a natureza do risco e as funções executadas pelo trabalhador é que vão indicar o modelo adequado e o material de confecção do EPI que será usado. A diversidade de possíveis lesões e danos nas mãos também simplifica a identificação do tipo de luva a ser adquirido.

É fundamental que o item usado pelos colaboradores seja sempre aquele desenvolvido especificamente para os perigos e as atividades encontradas no local de trabalho. Apenas dessa forma será possível manter a segurança. Para não errar na indicação da melhor luva de segurança, é importante estar por dentro de algumas informações relevantes.

Entenda as principais delas!

Avalie os riscos aos quais os profissionais estão submetidos

O primeiro passo para identificar a melhor luva de segurança é identificar as funções desenvolvidas pelos profissionais que necessitam de proteção. É necessário estar atento a todos os aspectos relativos ao risco do ambiente de trabalho e, assim, fazer a melhor escolha.

Faça testes dos itens escolhidos em local apropriado

Após identificar quais são os principais equipamentos de proteção individual que devem ser usados na empresa, é importante fazer alguns testes com eles. Observe quais se adéquam melhor aos profissionais, que geram maior conforto e praticidade no dia a dia, além de propiciar a segurança esperada no local de trabalho.

Averígue o uso da luva de proteção usada

Estar engajado em cuidar dos EPI’s escolhidos também é uma parte importante do processo de definição das luvas de segurança mais apropriadas. Por exemplo, usá-las para as atividades as quais não são indicadas é um ato que pode gerar a inutilidade do dispositivo de proteção, fazendo com que ele não seja suficiente para proteger o trabalhador de todos os riscos. Assim, é importante ter em mente que proporcionar todas as informações necessárias de forma clara é essencial para que o equipamento de proteção exerça o seu papel adequadamente.

Confira com frequência se as luvas de proteção permanecem apropriadas às funções para as quais foram escolhidas

Outra dica é definir um prazo para conferir de forma periódica o equipamento indicado para o colaborador usar. Veja se ocorreu alguma mudança no local de trabalho e riscos que justifiquem a obtenção de outro item, por exemplo, a inclusão de uma nova atividade no dia a dia do trabalhador ou a redução de alguma delas, e esteja sempre atento às demandas do mercado. Algumas indagações simples vão ajudar a fazer as melhores recomendações quando o assunto é luvas de segurança.

Observe o conforto e a segurança

Além da proteção, a luva de segurança deve oferecer liberdade de movimento e conforto para as tarefas desempenhadas. Assim, o equipamento precisa observar a sensibilidade tátil e aderência anatômica apropriada, para que o funcionário não use uma força desnecessária na função. Essa prática pode ocasionar o surgimento de lesões como bursites, tendinites, síndrome do túnel do carpo, entre outros.

Como é possível escolher o tamanho ideal das luvas?

Assim como qualquer equipamento de proteção individual, as luvas de segurança precisam ser do tamanho apropriado à mão do trabalhador. Isso porque, se ficar folgada demais, poderá diminuir a destreza e ocasionar dificuldades ao funcionário na hora de manipular e pegar os objetos.

Além disso, o tamanho errado também pode requerer uma força maior que a necessária para executar as atividades, bem como enroscar em algum maquinário. Já uma luva muito apertada pode restringir os movimentos do empregado e obstruir o fluxo sanguíneo, prendendo a respiração. Outro ponto relevante é que, caso fique esticada demais, poderá ter sua vida útil reduzida.

Os tamanhos podem variar em 6, 7, 8, 9, 10 e 11. Para entender o mais adequado conforme cada trabalhador, é preciso observar alguns pontos, como:

  • observar para que a luva não fique apertada nas mãos do colaborador;
  • cuidar para não ficar sobrando na ponta dos dedos;
  • ter a medida da mão do empregado para facilitar a escolha;
  • as luvas não podem ficar esticadas demais, já que isso pode significar que elas estão curtas.

Como conservar a luva de proteção por mais tempo?

Para que as luvas de proteção consigam manter uma maior durabilidade, é preciso saber como conservá-las corretamente. Por exemplo, se o trabalhador usar luvas não impermeáveis, é fundamental lavá-las após serem molhadas, sem esquecer de deixá-las para secar na sombra. Lembre-se: no caso desse tipo de item, o ideal é ter, pelo menos, dois pares, assim, conseguirá evitar o mau cheiro do produto pelo seu uso contínuo e desgaste excessivo.

No caso das luvas que são feitas em couro, elas precisam ter um tratamento especial na hora da higienização. Ou seja, devem ser lavadas com detergente neutro ou sabão em pó. Já o enxágue precisa ser feito com água morna. Em seguida, é necessário colocá-las para secar de forma natural ou em uma secadora. Evite a lavagem com alvejantes ou a seco.

Além disso, você não pode esquecer de seguir todas as orientações dadas pelo fabricante do material, principalmente no que diz respeito à melhor forma de uso e a conservação ideal desse equipamento. Ao fazer isso, ficará mais fácil garantir uma boa durabilidade das luvas, além de evitar que o item seja contaminado por micro-organismos que possam se acumular no material, devido à higienização incorreta do produto.

Como escolher o melhor fornecedor de luvas de segurança?

Existem alguns aspectos que precisam ser observados no momento de definir o melhor fornecedor de luvas de segurança e, dessa forma, fazer a aquisição de materiais de qualidade, capazes de exercer suas funções e garantir a saúde e a integridade física de quem os usa. Veja a seguir alguns deles:

  • avalie o custo-benefício;
  • pesquise a reputação das empresas fornecedoras e veja o que o mercado diz sobre elas. Para isso, você pode acessar portais de reclamação, site da organização, conversar com clientes antigos, entre outros;
  • veja qual é a marca para evitar comprar algum item sem qualidade. É importante ter muito cuidado quanto a isso, já que o intuito do equipamento é manter a segurança dos trabalhadores;
  • tente obter informações a respeito do período entre o pedido e a entrega. Caso more próximo ao estabelecimento, isso pode ser visto como uma grande vantagem;
  • veja quanto tempo o fornecedor tem de experiência no mercado, se é visto como referência no assunto e sua solidez;
  • verifique o tipo de inovação que a empresa usa para promover a otimização dos processos;
  • conheça a equipe de colaboradores, conhecimento técnico para entregar as melhores soluções e suporte disponibilizado, com a finalidade de conquistar um diferencial e se manter competitivo no mercado;
  • veja o grau de relacionamento dos profissionais e a sua amplitude de atendimento quando comparado com as diversas regiões;
  • confira se os produtos disponibilizados conseguem atender às expectativas quanto a proteção e segurança dos colaboradores e clientes, e a prontidão do estabelecimento em atender às reais necessidades dos clientes, sendo possível até mesmo fazer modificações para que os resultados sejam atendidos;
  • analise se o fornecedor toma todas as medidas e os cuidados referente às leis que versam sobre o tema, com o intuito de oferecer equipamentos de proteção individual que atendam a todos os requisitos da Anvisa.

Como você pôde perceber, existem diversos tipos de luvas de proteção e segurança disponíveis no mercado. Por esse motivo, é importante estar atento a alguns detalhes, tanto em relação ao modelo mais apropriado conforme as atividades exercidas pelos profissionais quanto à definição do fornecedor que pode disponibilizar itens de qualidade, em tempo hábil, em conformidade com a Anvisa, entre outros benefícios, garantindo a saúde e a integridade física dos funcionários.

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