Todos os ambientes de trabalho oferecem algum dos tipos de risco ocupacional listados e reconhecidos pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Mas quais são essas categorias de risco e por que elas são tão relevantes?
Nos ambientes de trabalho, são reconhecidos, pelo menos, 5 tipos de risco ocupacional, com maior ou menor grau de periculosidade para os colaboradores.
Esses grupos de risco são utilizados para ajudar a identificar as áreas em que mais ocorrem acidentes a fim de que se consiga analisá-las e implementar normas quanto ao uso de EPIs em suas dependências.
No artigo de hoje, você conhecerá todos os tipos de riscos ocupacionais e entenderá o papel dos Equipamentos de Proteção Individual no combate a eles. Pronto para aprender? Então, comece já a leitura!
O que são riscos ocupacionais?
Os riscos ocupacionais são situações em que um colaborador está mais propenso a se machucar, sofrer um grave acidente ou até falecer se não utilizar o Equipamento de Proteção Individual adequado para a função que executa.
Eles aparecem de várias formas, desde a exposição a ruídos até o contato com produtos químicos ou biológicos. Alguns deles causam acidentes visíveis, como quedas e cortes. Outros afetam a saúde de forma lenta e silenciosa, como os problemas causados por má postura ou repetição de movimentos.
Quando não se dá a devida atenção a esses riscos, o bem-estar da equipe fica comprometido. Por isso, a identificação de cada tipo de risco é essencial.
Afinal, não basta saber que existe um perigo ali: é preciso entender sua origem para tomar medidas de prevenção de verdade. Cada função exige uma análise cuidadosa e, claro, o uso correto dos EPIs mais adequados para garantir a proteção de todos.
Quais são os 5 tipos de riscos ocupacionais?
Existem cinco tipos de riscos ocupacionais reconhecidos pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Abaixo, você entenderá melhor o que cada um desses riscos significa e como eles são combatidos com o uso de EPIs e de outras medidas de segurança nas empresas.
1. Riscos físicos
Os riscos físicos, normalmente identificados em um mapa de riscos pela cor verde, são um tipo comum de risco nos ambientes de trabalho. Encaixam-se nessa categoria, por exemplo:
- ruídos e vibrações;
- radiações ionizantes;
- frio ou calor excessivos;
- pressões fora do normal;
- umidade mais alta do que a recomendada.
Esses riscos são identificados nos mapas de segurança para certificar-se de que os profissionais não visitarão certas áreas do negócio sem o devido equipamento para protegê-los. Um EPI frequentemente utilizado para coibir riscos físicos é o protetor auricular, a fim de reduzir os ruídos que são absorvidos pelo ouvido humano.
2. Riscos ergonômicos
Os riscos ergonômicos geralmente são identificados pela cor amarela nos mapas de risco. Trata-se de áreas da empresa em que o colaborador pode encontrar dificuldade para fazer o seu trabalho de forma confortável, seja por limitações do espaço, seja por limitações do equipamento disponível para a execução de uma tarefa.
Alguns riscos ergonômicos são:
- esforço físico de alta intensidade;
- transporte e levantamento de peso sem uso de equipamento adequado para isso;
- teto baixo;
- equipamento que exige uma postura inadequada;
- trabalho noturno;
- repetitividade.
Por causarem estresse físico para o trabalhador, esses casos estão descritos entre os riscos ergonômicos.
3. Riscos químicos
Riscos químicos são menos comuns em alguns tipos de ambiente de trabalho, mas estão presentes na maioria das indústrias e devem ser identificados no mapa de risco pela cor vermelha.
Há muitos tipos de riscos químicos, e a maioria deles conta com um ou vários modelos de EPIs que ajudam a reduzir o dano provocado pela exposição aos elementos.
Alguns tipos de risco químico são poeira, fumos, neblinas, gases, névoas e vapores de substâncias e produtos químicos que afetam a saúde do colaborador.
Se alguém trabalha, por exemplo, na indústria petroquímica, é comum entrar em contato com hidrocarbonetos, e é necessário utilizar uma série de Equipamentos de Proteção Individual que protejam contra os riscos de contato com esses elementos.
É comum, em áreas de risco químico, o uso de alguns itens, como luvas, respiradores e óculos de proteção.
4. Riscos biológicos
Os riscos biológicos, de maneira semelhante aos riscos químicos, não estão presentes em todos os ambientes de trabalho, mas devem ser combatidos com o uso de EPI. No mapa de risco, eles são identificados pela cor marrom.
Alguns tipos de riscos biológicos bastante comuns são encontrados em ambientes como os hospitais, as clínicas e os consultórios de dentista. Eles são vírus, bactérias, protozoários, fungos, parasitas e bacilos que têm o potencial de causar dano à saúde do colaborador.
Para evitar o contato com riscos biológicos, muitas ações podem ser tomadas, desde a esterilização dos equipamentos usados pelos profissionais até o uso de EPIs descartáveis, para evitar a contaminação cruzada, feita quando um material contaminado sai do ambiente e leva o risco biológico consigo.
5. Riscos mecânicos
O quinto risco comum nas empresas é o risco mecânico, geralmente indicado pela cor azul nos mapas de risco.
O risco mecânico, diferentemente do químico ou do biológico, pode acontecer em qualquer lugar e com qualquer um de seus profissionais, não apenas com aqueles que executam tarefas perigosas, mas também com os que circulam pelas áreas em que essas tarefas são realizadas.
São representados por determinados problemas, como:
- o arranjo físico inadequado dos espaços de trabalho;
- a falta de manutenção em máquinas;
- a falta de troca dos equipamentos de proteção;
- a disposição de um ambiente de trabalho com iluminação inadequada;
- a possibilidade de choques elétricos, incêndios e explosões.
Todos esses riscos deixam os colaboradores suscetíveis a acidentes, como a queda de objetos.
Avaliar bem os riscos ambientais é tão importante que há uma portaria do Ministério do Trabalho exclusivamente para falar sobre eles. É a Portaria nº 25 de 29/12/1994, que regulamenta a NR-9, relativa aos riscos e ao Programa de Prevenção de Riscos Ambientais.
Como funciona a classificação por cores dos tipos de riscos ocupacionais?
Uma das formas mais práticas de identificar os riscos no ambiente de trabalho é por meio da classificação por cores. Essa padronização facilita bastante a visualização nos chamados mapas de risco.
Cada tipo de perigo é sinalizado com uma cor específica, o que ajuda a direcionar rapidamente os cuidados e o uso de EPIs nas áreas corretas. Veja:
- a cor verde representa os riscos físicos, como ruído, calor e radiações;
- a amarela sinaliza os riscos ergonômicos, ligados a esforço físico, má postura e tarefas repetitivas;
- os riscos químicos são indicados pela cor vermelha e envolvem substâncias tóxicas, gases e vapores;
- a cor marrom mostra os riscos biológicos, como vírus, fungos e bactérias;
- a cor azul representa os riscos mecânicos, que podem causar cortes, quedas, choques e outros acidentes ligados à operação de máquinas ou instalações mal planejadas.
Esse sistema de cores ajuda a criar uma cultura de prevenção dentro da empresa. Com ele, fica mais fácil entender onde estão os pontos críticos e como proteger melhor cada colaborador.
O que diz a lei sobre os riscos ocupacionais?
A Norma Regulamentadora nº 9, conhecida como NR-9, exige que toda empresa identifique, avalie e controle os riscos presentes em seus ambientes de trabalho.
Essa norma trata do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, o PPRA, que estabelece os caminhos para minimizar os danos à saúde dos trabalhadores — em 2022, o PPRA foi substituído pelo Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
O PGR apresenta uma abordagem mais completa e integrada para a gestão dos riscos, considerando não apenas os riscos ambientais, mas também aspectos de saúde e segurança do trabalho de forma geral.
Além da NR-9, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) reforça a importância da segurança e da medicina do trabalho em todo o território nacional.
A legislação deixa claro que o empregador tem a responsabilidade de garantir condições adequadas e seguras para o exercício de cada função, o que inclui a adoção de medidas preventivas e o fornecimento dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) sempre que houver exposição a qualquer tipo de risco ocupacional.
O não cumprimento dessas diretrizes pode trazer consequências sérias para a empresa, como a aplicação de multas e ações judiciais trabalhistas. Principalmente, a exposição dos trabalhadores a situações perigosas e evitáveis que podem resultar em acidentes ou doenças ocupacionais.
O investimento em segurança no trabalho ultrapassa a simples obrigatoriedade legal: trata-se de um compromisso ético com a vida, o bem-estar e a valorização dos profissionais que contribuem diariamente para o funcionamento e sucesso do negócio.
Como EPIs ajudam a combater os riscos ocupacionais?
Boa parte dos riscos no ambiente de trabalho pode ser combatida com o uso de equipamentos de proteção individual. Abaixo, mostraremos quais são as vantagens de usar EPIs com esse fim. Confira!
Evite acidentes de trabalho
O principal papel dos Equipamentos de Proteção Individual é proteger a saúde e a integridade física do trabalhador contra riscos que não podem ser completamente eliminados por medidas de segurança coletivas ou administrativas. Com análise de risco e conhecimento dos tipos de risco ocupacionais em um determinado local de trabalho, é possível determinar, com precisão, de quais EPIs a sua equipe precisa para trabalhar com segurança.
Reduza o absenteísmo
O uso correto dos EPIs reduz o número de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, diminuindo também o absenteísmo.
Por exemplo, em fábricas com exposição a agentes químicos, a proteção respiratória e ocular previne intoxicações e irritações, evitando afastamentos por problemas de saúde. Isso mantém a equipe ativa, reduz interrupções no trabalho e contribui para maior produtividade, refletindo diretamente na eficiência operacional da empresa.
Diminua custos com EPIs
EPIs são um bom investimento para os negócios porque ajudam a combater outros gastos mais elevados.
Os pagamentos de multas por não usar equipamentos de proteção, de indenizações para colaboradores acidentados e de licenças médicas são reduzidos consideravelmente nas empresas que fazem o uso adequado de EPIs.
Quais são os principais tipos de EPIs para cada tipo de ocupacional?
Cada risco ocupacional exige um cuidado específico e, claro, o uso de EPIs adequados. Não existe um único item que resolva tudo. Por isso, entender qual é o equipamento certo para cada situação ajuda a proteger a saúde do trabalhador de forma mais eficiente.
Em locais com riscos físicos, os EPIs mais indicados são os protetores auriculares, abafadores de ruído, luvas térmicas, roupas isolantes, óculos com proteção contra radiação e capacetes. Eles ajudam a reduzir danos causados por calor, ruído, pressão e radiações.
Já para os riscos ergonômicos, o foco está em ajustes no ambiente e nas ferramentas de trabalho. Mas alguns EPIs também ajudam, como cintas ergonômicas para proteger a coluna e suportes para punhos ou braços. Eles evitam dores, lesões e sobrecarga muscular durante tarefas repetitivas ou com má postura.
Quando há riscos químicos, a proteção precisa ser mais rigorosa. Os principais EPIs usados são luvas de borracha, aventais impermeáveis, respiradores com filtros específicos e óculos de proteção contra respingos. Eles evitam o contato direto com substâncias tóxicas e vapores perigosos.
Nos ambientes com riscos biológicos, como hospitais e laboratórios, os EPIs precisam impedir qualquer tipo de contaminação. Máscaras descartáveis, luvas, toucas, aventais e protetores faciais são essenciais. Muitos desses itens devem ser descartáveis, para evitar a propagação de agentes como vírus e bactérias.
Por fim, os riscos mecânicos exigem EPIs como capacetes, botas com biqueira de aço ou PVC, luvas resistentes a abrasão, corte, rasgamento, perfuração, impactos, óculos de segurança e cintos de segurança para trabalhos em altura. Esses equipamentos ajudam a evitar quedas, impactos e ferimentos com máquinas ou ferramentas.
Não existe nenhum trabalho que esteja livre de todos os tipos de riscos ocupacionais. Por isso, é importante seguir as recomendações de um Técnico em Segurança do Trabalho e utilizar sempre os Equipamentos de Proteção Individual. Eles serão seus maiores aliados na redução de acidentes no ambiente corporativo.
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Resumindo
Quais são os 5 tipos de risco ocupacional?
Os 5 tipos de risco ocupacional são: físico, químico, biológico, ergonômico e mecânico. Cada um representa diferentes perigos presentes no ambiente de trabalho que podem afetar a saúde do trabalhador.
Quais são os 5 tipos de agentes de risco ocupacional?
Os agentes de risco ocupacional são: agentes físicos (ruído, calor), químicos (produtos tóxicos), biológicos (bactérias, vírus), ergonômicos (postura, esforço repetitivo) e mecânicos (máquinas, ferramentas).


