Proteção ativa e passiva contra incêndios: como combinar na empresa?

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O incêndio é um dos acidentes mais perigosos que podem ocorrer, tenho em vista sua capacidade de ameaçar a segurança, a saúde e a integridade física das pessoas, bem como devido à extensão dos danos causados. Sendo assim, não há dúvidas da importância de implementar medidas eficazes como forma de evitá-lo e combatê-lo. Entre elas estão a proteção ativa e a passiva.

Para garantir que essas práticas sejam implementadas de forma eficiente na empresa, é preciso entender do que se trata cada uma delas, suas diferenças e por quais motivos uma complementa a outra. Pensando nisso, elaboramos este conteúdo!

O que é a proteção ativa e passiva e qual a diferenças entre elas?

Como foi dito, existem duas medidas que podem ser usadas com a finalidade de combater os incêndios: a proteção ativa e a passiva. Conheça melhor sobre elas!

Proteção passiva

Os sistemas de proteção passiva são recursos empregados para um incêndio que não tenha se iniciado. E para que, caso ocorra, não consiga se disseminar pelos ambientes em um curto período de tempo. Sua finalidade é assegurar que as pessoas consigam sair do prédio em total segurança.

Além disso, conseguem garantir que o Corpo de Bombeiro chegue ao local em tempo hábil para apagar o fogo, já que atuam compartimentando os espaços, com a proteção de estruturas e selagem de áreas. A proteção também pode ser realizada com estruturas metálicas, chamadas de Passive Fire Protection.

As ferramentas de proteção passiva contra incêndio são soluções que contribuem para aumentar o tempo de resistência contra a ação do fogo e suas eventuais consequências. Elas podem ser de dois tipos, como veremos abaixo.

Vedação ou compartimentação

Conhecida como Firestop, é a vedação vertical e horizontal de shafts elétricos e hidrossanitários, além da selagem de fachadas em pele de vidro. No caso das indústrias, retrata a compartimentação ou a vedação de frestas horizontais ou verticais em salas elétricas, porões etc.

Estrutura metálica

O Fireprotection, ou PFP, se trata da proteção de estruturas metálicas. É importante pelo fato de que esses materiais, quando em temperaturas muito altas, perdem sua resistência e provocam um colapso. A proteção possibilita que as estruturas resistam ao fogo por um certo período que pode durar entre 30, 60, 90 ou 120 minutos. Esse lapso temporal é chamado de Tempo Requerido de Resistência ao Fogo (TRRF).

Proteção ativa

Com o intuito de cessar o incêndio que já começou, a proteção ativa contra incêndios busca evitar que o fogo se alastre pela edificação por meio de uma abordagem mais direta.

Nesse caso, as ações de proteção ativa precisam ser elaboradas e aprovadas pelo Corpo de Bombeiros Militar do estado onde o edifício se encontra. Além disso, a corporação deve realizar uma vistoria da obra para disponibilizar o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). Veja a seguir quais são os principais sistemas de proteção ativa.

Sistema básico

É caracterizado pelos extintores portáteis, que possuem como características principais a facilidade de manuseio e a portabilidade. São usados para o combate do fogo no começo do incêndio. As substâncias presentes nos extintores simplificam a minimização do fogo provocado em diferentes materiais.

Sistema fixo

Os sprinklers iniciam suas operações de forma automática por meio da ativação do foco de um incêndio. Dessa forma, liberam água para combater o fogo ainda em seu estágio inicial, evitando a disseminação do incêndio e possibilitando um maior tempo para a saída dos indivíduos do local. Também integram esse sistema os mangotinhos e os hidrantes, que agem sob comando, liberando água no foco do incêndio com vazão em conformidade com o risco do ambiente.

Controle de movimento de fumaça

É um mecanismo que inclui métodos variados, por exemplo: facilitar a evacuação, alterar o movimento da fumaça, simplificar a detecção do foco do fogo e reduzir os riscos de inalação de gases.

Sinalização e iluminação de emergência

Trata-se de um recurso complementar que viabiliza a saída dos indivíduos que estão presente no ambiente onde o incêndio está acontecendo. Os pontos de iluminação precisam ser instalados em todas as portas de saída e mudanças de direção.

Qual a importância de ficar atento aos EPIs dos colaboradores que lidam com processos inflamáveis?

Um dos principais motivos para ter toda a atenção possível e incentivar o uso do EPI é a promoção da segurança e da saúde dos integrantes da equipe, além da regularidade diante das normas por parte da empresa.

Os equipamentos de proteção individual são desenvolvidos para minimizar ou sanar os riscos de acidentes no ambiente laboral, reduzindo de maneira considerável as chances de ocorrência de lesões que provoquem a incapacidade temporário ou permanente do funcionário para exercer suas atividades.

Também previnem o surgimento de doenças ocupacionais, que são aquelas que aparecem e se agravam em decorrência das funções executadas no trabalho. Entre os dispositivos recomendados para quem lida com inflamáveis estão os óculos de proteção, as luvas de segurança, as máscaras de proteção respiratória, os calçados de segurança, entre outros.

Outro ponto relevante é que é responsabilidade da empresa assegurar não apenas o fornecimento, mas a utilização dos EPIs. Por esse motivo, caso seja identificado o seu não uso, multas e demais sanções poderão ser aplicadas ao empregador. Os acidentes envolvendo funcionários sem a devida proteção também podem implicar ajuizamento de demandas cíveis e criminais.

A empresa tem o papel de disponibilizar treinamentos e disciplinar o colaborador, por meio de advertências ao se recusar a fazer uso dos equipamentos. Além disso, pode demiti-lo por justa causa conforme a recorrência da recusa, caso seja possível comprovar o ato por meio dos devidos documentos e provas.

Como você pode perceber, utilizar a proteção ativa e passiva é fundamental para a segurança da equipe. Além disso, é importante definir regras adequadas e oferecer os devidos treinamentos para manter os colabores preparados quanto à prevenção de incêndios na empresa, assim como orientar e incentivar o uso dos equipamentos de proteção individual, sempre em prol de manter a segurança de todos.

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