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Publicado em 02/07/2019

Luva para câmara fria: quando utilizar e quais são os benefícios?


Os trabalhadores que exercem suas funções em ambientes frios precisam de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) próprios para esse tipo de risco. O objetivo é evitar a perda de calor nas mãos do colaborador e o congelamento das extremidades. A luva para câmara fria, por exemplo, precisa ser resistente a temperaturas abaixo de -30 °C.

Mas, afinal, como são as luvas de segurança para o conforto térmico? Do que elas protegem e como escolher o produto ideal? Neste texto, separamos uma série de informações sobre a proteção das mãos nas câmaras frias. Acompanhe!

O que são luvas para câmaras frias e quando utilizá-las?

A luva para câmara fria recebe reforços para que se torne resistente a baixas temperaturas. A certificação se dá pela EN 511:2006. Entre outras coisas, a norma define que os itens precisam ser resistentes ao frio, além de alcançar níveis mínimos de abrasão e rasgo pela norma EN 388.

Os EPIs próprios para o trabalho em ambientes frios recebem o pictograma representado por um floco de neve. De acordo com a EN 511, as luvas são testadas para três requisitos:

  • A — resistência ao frio convectivo: se refere à perda de calor nas mãos por transferência de temperatura. A classificação se dá em níveis de 0 a 4;
  • B — resistência ao frio de contato: se refere ao contato com objetos frios. A classificação se dá em níveis de 0 a 4;
  • C — impermeabilidade: se refere à penetração de líquidos no material. A classificação se dá em 0 (permeável) ou 1 (impermeável).

    Para a luva ser classificada para proteção contra frio, deve obter, no mínimo, nível 1 de resistência  contra abrasão e rasgamento conforme EN 388. Para a luva ser classificada como nível 2, 3 ou 4 para frio por convecção e frio por contato, deve obter, no mínimo nível 2 de resistência contra abrasão e rasgamento conforme EN 388.

As luvas de segurança com essas características são indicadas para todos os trabalhadores que são expostos ao risco ambiental de frio. Em geral, o exercício profissional ocorre em locais como indústrias alimentícias, portos e terminais de cargas frias, frigoríficos, entre outros.

Qual é a importância desse uso?

O usa da luva para câmara fria é essencial, visto que o corpo humano não tem resistência natural a temperaturas tão baixas. Então, a importância está na gestão de riscos para a segurança ou problemas para a saúde do colaborador.

Alguns dos principais riscos presentes em ambientes frios estão descritos abaixo.

Fenômeno de Raynaud

Quando as mãos são expostas a temperaturas muito baixas sem proteção, ocorre a diminuição do fluxo sanguíneo para os dedos. O fenômeno de Raynaud se refere a essa resposta vascular e se caracteriza pela aparência pálida ou azulada nas mãos.

Os dedos perdem a sensibilidade e sofrem latejamento e ardência. Se não houver aquecimento rápido para a normalização do fluxo sanguíneo, o quadro pode evoluir para uma artrite reumatoide ou o congelamento.

Congelamento

As mãos podem congelar se a temperatura da pele cair para menos de 0 °C. Com a diminuição da circulação sanguínea, pode ocorrer vermelhidão e inchaço na pele. Em seguida, os sintomas evoluem para dor intensa, infecções, gangrena e perda dos membros afetados em casos mais graves.

Frostbite

A frostbite é uma queimadura de frio. O desenvolvimento do problema se dá a partir da formação de cristais de gelo em mais de uma camada da pele, perda de sensibilidade nos dedos e formação de edemas — que podem evoluir para necrose e exigir amputação.

Perniose

Por sua vez, a perniose, conhecida como “frieira de inverno”, pode aparecer nos membros que forem submetidos a baixas temperaturas sem proteção, mesmo após o fim da exposição. Os sintomas incluem formigamento, coceira, ardência e dor. As lesões têm um tratamento difícil, que pode levar meses ou anos.

Hipotermia

Por fim, o mais sério dos problemas relacionados ao trabalho em baixas temperaturas é a hipotermia. Ela ocorre quando o frio atinge não somente as extremidades do corpo, mas provoca uma perda de calor em todo o organismo. Isso faz com que a pessoa sofra:

  • fraqueza muscular;
  • adormecimento dos membros;
  • perda de percepção;
  • convulsões;
  • dilatação das pupilas;
  • confusão mental e alucinações.

Os sintomas podem evoluir para a perda de consciência, parada cardíaca, coma e falecimento. Os primeiros socorros devem ser realizados imediatamente por equipes médicas. As tentativas de aquecimento emergenciais — com bebidas quentes, muitos cobertores ou transferência para locais quentes — podem provocar choque térmico se não forem feitas por profissionais.

Quais vantagens são obtidas para o empregador e para o colaborador?

Como vimos, o uso da luva para câmara fria é capaz de evitar problemas muito sérios para a saúde do trabalhador. Mas essa não é a única vantagem. Veja, abaixo, outros benefícios do uso correto desses itens de segurança.

Para o colaborador

O colaborador que exerce suas atividades profissionais com os EPIs previstos no Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) trabalha com muito mais conforto. Desse modo, consegue executar suas atividades com mais destreza e, é claro, sem colocar sua segurança em risco.

Para o empregador

Já para o empregador, a grande vantagem de incentivar o uso dos EPIs adequados é o desenvolvimento de um ambiente de trabalho mais produtivo, com taxa controlada de doenças ocupacionais e colaboradores mais motivados. Além disso, a empresa que segue corretamente as normas de segurança evita o pagamento de multas e outras penalidades.

Quais luvas escolher?

Diante de tudo o que vimos, você já sabe quando a luva para câmara fria é indicada e qual é a importância de seu uso. Agora, como escolher os equipamentos ideais? Algumas dicas são:

  • observar a existência do pictograma para EPIs resistentes ao frio;
  • utilizar somente itens testados e com Certificado de Aprovação (CA) expedido pelos órgãos responsáveis;
  • apoiar-se nos riscos ambientais identificados no PPRA para escolher os produtos que garantam maior proteção;
  • contar com um fornecedor que tenha uma cartela variada, aliando segurança e conforto.

Em se tratando do tipo de material para as luvas, os mais indicados para as baixas temperaturas são algodão jersey, felpudo ou fios sintéticos especiais e que podem receber revestimento em látex, neoprene, nitrila ou policloreto de vinila (PVC). Por isso, é interessante buscar produtos que tenham um desses materiais como a Luva Frio Volk, a Luva Therma Grip ou a Luva Therma Grip Full da Volk do Brasil. Outro modelo interessante á a Luva Therma Volk, feita com fio especial que mantém a temperatura da mão do usuário, protegendo-a de temperaturas que variam entre -18ºC e 107ºC, aproximadamente. Ela pode servir de forro para luvas impermeáveis.

Depois dessa leitura, você já sabe que a luva para câmara fria é essencial para garantir a segurança e o conforto do trabalhador. A falta desse equipamento pode acarretar problemas com consequências definitivas. Além disso, a empresa sai beneficiada por seguir corretamente as normas previstas.

E então, que tal procurar seus EPIs com quem tem experiência no mercado e é especialista em luvas de segurança? Entre em contato conosco e conheça os diferenciais dos nossos produtos!


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